domingo, 4 de julho de 2010

Os Verdadeiros Cristãos







Sabe aquela pessoa que, 10 entre 10 pessoas admiram, dentro da igreja? Quando você tem algum contato com elas geralmente a conversa é sobre Deus, sobre as Suas maravilhas e milagres, e acerca da santidade. Então logo se lembram daquele irmãozinho, que não consegue se livrar do vício na bebida, ou no cigarro, ou qualquer outro pecado, e que vocês sabem que ele tem... Mas que mesmo assim, esse irmão vem em todas as orações, sempre pede ajuda ao pastor, à você. Em muitos casos, muitos mesmo, eis aí um genuíno cristão, mais do que você e seu amigo tão espiritual.
Muitos, para não dizer todos nós, temos a feia mania de classificar as pessoas, dentro da igreja como os espirituais, e os não espirituais. Taxando as pessoas, como colando adesivos classificatórios em suas testas. Entretando, nos esquecemos do quão mundano é essa atitude.
Para começar, deve-se entender uma coisa, nos tempos de Jesus, falava-se o hebraico, certo? Pois bem, na língua hebraica não existe a palavra, o adjetivo "espiritual". Isso significa que se você perguntasse a uma pessoa daquela época: olá irmão, como vai sua vida espiritual? Ele não entenderia absolutamente o que você estaria querendo saber. Na Bíblia [no original] não existe esse termo: espiritual. (isso deve ser entendido mesmo, com a ajuda do Espírito Santo, para que não gere efeitos contrários, isto é, uma libertinagem "baseada".) Logo, não faz sentido algum classificarmos coisas ou pessoas como espirituais ou não-espirituais.
E isso não digo por mim mesmo, é um fato observável, inclusive nas Escrituras, nos evangelhos na vida de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ao estudarmos, vemos o quanto Jesus apreciava a companhia de pessoas que se fossem julgadas segundo os 'padrões de santidade' de hoje, estariam no grupo dos que ''dão trabalho". No entando, Cristo sempre demonstrou muito mais atenção àqueles os quais os líderes religiosos condenavam. Existe inclusive, uma parábola na qual o Mestre nos diz mais ou menos assim

Havia certo homem, pai de dois filhos. Mandou um deles fazer um serviço, este o respondeu que faria, porém não o fez. Indo ao outro filho pediu-o que fizesse, este, dizendo que não iria fazer, mais tarde fez o que o pai pediu. Então perguntou Jesus: qual desses fez a vontade do pai? Então responderam: o que disse que não faria mas fez. Disse-lhes, então Jesus: Em verdade vos digo que as prostitutas e os mendigos entram a frente de vós no reino de Deus.

Ricardo Gondim explicita assim a situação no seu livro É proibido.
"Tournier acrescenta aos seus argumentos a espantosa realidade bíblica que Deus prefere os pobres, fracos, os desprezados. Somente a graça brinda quem é indigno. 'O que os religiosos têm a mais dificuldade ainda de admitir é que Deus prefere os pecadores aos justos. Isto se explica precisamente por este ponto de vista bíblico que a psicologia moderna confirma: que todos os homens são igualmente carregados de culpa. Os que chamamos de justos não estão isentos dela, mas a reprimiram; os que chamamos chamamos de pecadores estão conscientes de sua culpa e, por isso mesmo, mais preparados para receber o perdão e a graça.' "

Jesus, em Mateus 9.10-13 diz também: E aconteceu que, estando ele em casa sentado à mesa, chegaram muitos publicanos e pecadores, e sentaram-se juntamente com Jesus e seus discípulos. E os fariseus, vendo isto, disseram aos seus discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores? Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes. de, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores.

Essa é uma de muitas passagens em que Jesus deixa explícito sua posição em relação ao próximo e de como ele se relacionava, quem eram as pessoas que Cristo veio alcançar. Mais interessante é que nesse texto, a palavra pecador é a mesma que aparece em Tiago5:20.

Saiba que aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador, salvará da morte uma alma, e cobrirá uma multidão de pecados.

e segundo o dicionário grego Strong * Um termo Utilizado pelos arqueiros quando se erra o alvo ou quando um viajante sai da estrada normal e segue trilhas tortuosas que fazem com que se perca. A palavra denota alguém devotado ao pecado por escolha, um transgressor cujos pensamentos, palavras e atos são contrários às eternas leis de Deus.

Sim, é esse tipo de pecador a quem Jesus se referia. Já ouvi pregadores dizendo que quando não éramos crentes, pecávamos por livre escolha, e agora o pecado deve ser um acidente em nossas vidas. Concorda comigo que é bem estranho? imagina a situação: Você está andando na rua quando encontra um amigo que te pergunta se você está gostando do CD que ele te emprestou, você ouviu uma vez, na verdade, "meia-vez" e teve vontade de jogar aquele CD no lixo, contudo responde: sim! Glória a Deus, que CD ungido! quando o amigo vai embora, você lembra: Ops, menti! Que infortúito!
Ou então, você e sua amiga estão indo no cinema, vocês dois estão comprometidos, namorando, quando de repente, subitamente seus lábios, e outras partes dos seus corpos estão entrelaçados em beijos e amassos.
Pecado é pecado, e pronto. Não viramos super-heróis depois de nos convertermos. É um processo, onde a graça de Deus nos ajudará a sermos melhores pessoas, mais próximas de Deus.

Em resumo, vamos deixar de ser hipócritas. E não pretendo ser ofensivo nesse apelo, mas realista, quantas vezes somos hipócritas com Deus, com nossos irmãos, fazendo-nos de santos, irrepreensíveis; colocando sobre os "mais fracos" (ou, diria. mais sinceros) na fé um julgo de perfeição que é irreal.
Queremos ter um relacionamento sincero com Deus? Então sejamos sinceros, com Deus, com os outros. Não nos escondamos. Sejamos aquilo que podemos ser. E nos relacionemos com Deus. Ele e não nós podemos nos mudar!

*vide Bíblia de Estudo Plenitude

L'amore non si conclude mai

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sobre Passarinhos e Porcos



Tudo que nos rodeia, e que serve como expressão humana, louva ao Senhor. Disso sabemos. A ciência e a arte são expressões da glória de Deus manifestada na terra por meio de nós homens, pois segundo Paulo é nele "Em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência." Colossenses 2:3.
Disso sabemos, e dizemos, principalmente quando confrontados pelos que contestam a hamonia entre fé e razão, entre fé e ciência. As ciências em si são recortes, expressões parciais da glória do Criador. Recortes pois nenhuma delas consegue reunir, nem mesmo todo o conhecimento que nos é permitido ter acesso, pois é característico do conhecimento científico a divisão. Isso fica claro nas universidades. Ao se criar uma faculdade, Engenharia por exemplo, o que acontece é uma fragmentação dos conhecimentos, fazendo surgir várias "engenharias": mecânica, química, etc. Logo, entende-se que essa fragmentação é característico das ciências, e não só das ciências mas também das nossas conclusões acerca do mundo. E isso vai se modificar dependendo de cada pessoa, pois nós temos percepções diferentes acerca do mundo, das coisas. E cada um de nós, temos o domínio de uma determinada ''ciência'' tendo com isso, o modo que Deus nos deu para o louvar, honrando os talentos que Ele nos deu.
Um médico faz isso quando traz cura as pessoas. Um atuante na área do Direito, quando faz a Justiça acontecer. Um faxineiro quando serve, propiciando um ambiente agradável seja numa casa, escritório, igreja - e olha, se soubéssemos o quanto isso é importante...- Um professor, quando traz luz aos seus alunos, trazendo-lhes da caverna da ignorância à luz do etendimento [e da responsabilidade]. Fazendo manifestar na Terra a multiforme graça e sabedoria de Deus.
As artes não escapam a essa sina. Só que um pouquinho diferente, as artes, geralmente não tem a intenção de descobrir, antes de transmitir. Transmitir o quê? A vida, suas belezas, alegrias, tristezas, justiças, injustiças. Fazer refletir, ou não, simplesmente fazer-se. Por vezes a arte serve, não como pano de fundo, mas como capa, mostrando a síntese do pensamento, do comportamento da sociedade em que é contemporânea.
Entretanto, verifica-se um grave erro quando se trata da arte dita cristã, ou como é comum chamarmos hoje, gospel. O que fizemos foi limitá-la, maquiando-a para que se encaixasse em nossos padrões, para que pudéssemos, penso que por peso na consciêcia, rotulá-la como cristã. E por mais que venha logo a música em nossa mente, não só nela, mas na arte como um todo, há uma preocupação que se inverteu, não se preocupa-se com o conteúdo, na verdade a real preocupação é com a resultado, a preocupação é com a consequência, se vai "soar cristão". A consequência, por definição tem de vir, não pode [não deveria] ser fabricada, e quando fazemos isso, tornamos nossa arte pobre, de baixa qualidade mesmo.
Não é só no meio gospel que verifica-se tal comportamento. Essa preocupação com o resultado e que empobrece a arte é muito comum no meio não cristão. É só lembrar das bandinhas teen que vira e mexe estoura: NXzero, Jonas Brothers, etc. Bom, isso nada quer dizer, afinal, fazer só porque todos fazem, nunca foi uma desculpa aceitável. E, por isso, 90% do que consumimos como arte cristã pode facilmente ser classificado como ruim. É como ter um passarinho preso, e ter de contentar-se a ouvir tão somente seus cantos de lamúria, sem conhecer os cantos que só a liberdade pode liberar, a plenos pulmõezinhos alados.
A arte, por si mesma louva a de Deus quando fala do mundo, da natureza, das injustiças que vivemos, para que nos despertemos e lutemos contra elas; das alegrias e das tristezas, das amizades e das solidões, quando nos faz rir ou chorar, do amor, enfim, de nós mesmos. A arte é espelho. É.
Claro que é necessário um filtro para se consumir arte, mas além do filtro clichê que como cristãos já ouvimos bastante [mesmo uns sendo um tanto incoerentes], é necessário o filtro por nós esquecido da qualidade. Mas falo de qualidade artística. Pense: se unção é uma atuação do Espírito, não dá pra classificá-la, certo? O lance é que como artistas que levam o nome do Autor da criação temos uma responsabilidade, sim, com a qualidade no que fazemos. Precisamos ser seletivos, não se contentar com um zézinho qualquer, auto-entitulado "cheio de unção" que não canta nada, não toca nada, e não transmite nada. Infelizmente, por esse mesmo filtro, muita da arte produzida pelos filhos da luz está fadada ao cesto de lixo.

"Mastigar e digerir tudo - essa é uma maneira suína." [Zaratustra]

L'amore non si conclude mai

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Pois é, amor.


Proporcional ao nosso amor, cresce nossa saudade

E a vontade de acabar de vez com esse leva e traz

Que faz eu me sentir um fraco por não poder ainda trabalhar e nos dar um lar

E amar sem impedimentos ou faltas

Nas altas frequências de nosso presente tão lindo

Que indo, nem sente o tempo que passou - para muitos, muito.

E no intuito de te alegrar o coração,

Essa canção sem melodia te dou sem prever

A não ser que tenhas, de fato, deixado as lágrimas ofuscarem teu peito livre

sábado, 26 de junho de 2010

Compaixão

Hoje, uma filha de Deus se abriu com nosso grupo de amigos enquanto almoçávamos, e desabafando sobre problemas familiares, não aguentou e chorou soluçadamente. E deu um pouco de raiva ao ver uma outra amiga agindo de forma agressiva, quase condenando-a por chorar. As duas eram cristãs.
Tenho observado como a maioria dos cristãos que eu conheço não se preocupa, não se compadece com a dor alheia, antes, vê nessa uma boa oportunidade de botar pra fora toda aquela "espiritualidade" que tão repetida e cansativamente nos é imputada todos os domingos a noite. Jargões como "você tem que[sic] liberar perdão", "sai dessa prisão" sou só eu ou você também percebe que é mais uma ordem que um conselho? E também os testemunhos triunfalistas que te fazem sentir mais lixo do que você já está: "Ah, eu sei como é, eu também era assim sabe? Aí eu passei pela CURA INTERIOR..."
Estamos sempre preocupados em ter todas as respostas do mundo pra todo mundo! Mesmo que digamos [pela nossa infinita humildade] que não.
Sabe, eu queria que os meus amigos entendessem que quando eu compartilho com eles um problema, eu não quero [necessariamente], com aquela conversa obter uma resposta. Eu só quero conversar. Ter alguém que admita sem desculpas: "É eu também faço merda, cara!"
Cristo se compadeceu de nossas falhas. Ele intercede por nós porque Ele sabe exatamente o que passamos. Ele sabe o que é ter o pecado correndo na veia, e te deixando no aperto na hora que ele bate a porta. Pois ele se fez carne a habitou entre nós.
As vezes acho que esquecemos que nos foi dado o ministério da reconciliação e não o da danação. Por que é tão difícil admitir-mos as nossas fraquezas? Por que não rir de uma piada obscena se ela realmente for engraçada? Porque não é coisa que faria um santo? Faça-me o favor! Não confunda tabu com caráter. Os tabus nos distanciam e só servem para tal.
Muito bem então, enquanto tão santos ficamos, os que estão longe de Cristo vão cada vez para mais longe. Afinal, quem gostaria de se juntar a um bando de hipócritas penando para alcançar o inatingível?
E sabe a ironia disso tudo? Deus nunca exigiu isso de nós. Ele nos ama do jeito que somos e não do jeito que deveríamos ser, pois nunca seremos do jeito que deveríamos ser.
Exemplo não é sinônimo de perfeição, muito menos de fingir ter uma. Exemplo é quem não tem vergonha de mostrar o que realmente é.

Desculpa se te frustrei.


quinta-feira, 24 de junho de 2010

O Pós Moderno Dicionário do adorador extravagante

A nossa proposta nesse dicionário é esclarecer aos próprios [adoradores extravagantes] e à outros que tenham curiosidade de entender o que significam alguns jargões e/ou o que tem sido entendido sobre algumas coisas, no contexto pós-moderno de adoração e adorador, o extravagante.
Fruto de aguda observação e alguns anos de vivência na mentalidade do adorador pós moderno, lhes trago esse material. Quem tem ouvidos, ouça!

Adoração: Momento no qual, por meio de músicas ora barulhentas, ora melancólicas, porém igulamente maçantes e superficiais, é seguido um ritual de sons, movimentos exagerados e expressões faciais de dor com os quais o indivíduo se torna mais santo, menos mundano e mais perto de Deus. Ritual esse comandado por um ministro e em alguns casos até mesmo por um CD.

Adorador: status do indivíduo que se dispõe, sem sombra de indagação à tudo o que disser o ministro de adoração e/ou seus cantores favoritos.

Arte: Estratégia de evangelização

Artista: O oposto de adorador; do ministro.

Bíblia: Livro largemente (e errôneamente, na maioria doa casos) citado, mas pouco consultado, pesquisado ou minimamente lido. Para os levitas: Fonte inesgotável de analogias, utilizada muito para justificar todo o tipo de exagero e manipulação congregacional no momento do louvor; os chamados "atos proféticos" por eles realizados. Muito lembrado, também no momento em que se escolhem os nomes para as bandas ou ministérios. Para os pregadores: Instrumento principal de imposição da "verdade" e de toda sorte de doutrinas e, consequente manipulação em massa. Também utilizado para dar algumas ordens à Deus.

Dança: Uma forma de adoração espontânea e profética. Como expressão de cultura nacional é considerada um pecado, contudo, quando dançado em ritmos norte-americanos como o hip hop, break dance, se torna uma boa forma de evangelismo. Na reunião congregacional há a dança profética, um conjunto de movimentos suaves, repetitivos e teoricamente carregados de significado sobre-natural, se assemelha à dança contemporânea ou ao balé, porém sem a mesma riqueza.

Deus: Ser desconhecido, não obstante muito admirado e aspirado. Se apresenta de diversas maneiras: no momento de dor, assumi o papel de um analgésico: foi feito para acabar com o sofrimento em algumas horas e caso não o faça, é alvo de profunda decepção; nos momentos de felicidade, geralmente é relevado; algumas vezes se mostra como Todo Poderoso e todo castigador, detentor da grande marionete do mundo, velho, rabugento, severo tentador de seus servos; outras porém, como um ser inseguro e carente, que necessita de toda a adulação do Universo, e que para recebê-la, cede a todos os nossos desejos. Um ser a nossa imagem e semelhança

Diabo: O responsável por tudo de ruim que acontece e aconteceu no mundo. Ser maligno que impõe mais temor e respeito aos seguidores de Cristo que o própio Cristo, motivo pelo qual os cristãos não gostam que se mencione o seu nome ou de seus demônios, nem mesmo que se zombe dele o que atrairia sua fúria.

Garfanhoto: Pseudônimo para irresponsabilidade na administração financeira. Espírito que se fortalece quando não dizimamos ou quando não ofertamos com generosidade.

Ímpio: quem não é crente

Jovem: Casta facilmente moldável. Amantes de músicas agitadas e tudo que não exija refexão, seus intelectos não devem ser estimulados, assim como sua capacidade analítica, o que causaria um pandemônio, deixando-os indomáveis e facilmente tragáveis pelo Inimigo.

Incrédulo: quem não é crente

Louvor: Música de estilo norte-americanos ou europeu que possui uma boa quantidade de referencias bíblicas.

Mundo: todas as pessoas que não se declaram explicitamente cristãs.

Pecador: quem não é crente

Samba: Musica extremamente mundana, exceto se de conteúdo explicitamente cristão. Ainda assim, inapta para a reunião congregacional. A dança é inaceitável em qualquer dos casos

Unção: Soma de carisma e fama. A capacidade de fazer a platéia gritar, pular, chorar etc. e de fazer milagres de cura espetaculares.

Universidade: Um dos lugares mais perigosos da Terra, onde é aprendido toda a sorte de teorias heréticas, lugar onde noventa e nove porcento dos jovens cristãos se desviam dos caminhos do Senhor, logo um lugar a ser evitado.


terça-feira, 22 de junho de 2010

Não deixar ninguém entrar

hoje precisei fechar a porta
não deixar ninguém entrar
hoje precisei passar sufoco
hoje me sinto oco

não que alguém vá chegar entrando
mas sinto essa necessidade
me conformei com o podre veneno
seduzido, enganando e padecendo

não quero só teu perdão
preciso de socorro, peço arrego
e justamente neste instante
não enchergo tua mão

quão cortante é esse momento
em que o pecado encontra em mim alento
crava suas garra nos meus olhos
tortura ouvidos, os transborda em tormento

conheço teu perdão
sei que essa tristeza
cedo passará

só lhe suplico de sincero coração
que me lembres desse meu peito à esfalecer
quando as ilusões e armadilhas
travestirem-se em inocente prazer

preciso fechar a porta


sexta-feira, 18 de junho de 2010

O Idiota

Hoje estou aturdido.

Não vou falar nada para não estragar o vídeo, mas você tem que me prometer que se você começar a ver você irá até o final.


"a minha derrota é a minha vitória"

P.S.: O título é uma referência a um livro do Dostoièvisky com esse mesmo nome, eu nunca li, mas ouvi dizer que é a história de um príncipe que começa a usar seu poder para ajudar os outros e nunca o usa para benefício próprio.

terça-feira, 15 de junho de 2010

No Saleiro

"O mundo está cheio de horror
Os mentirosos reinam sem pudor
Mentes brilhantes planejando o mal
Mas eu não desanimo pois sou sal

A integridade foi pro além no mundo ninguém
Ama mais ninguém
Mas Jesus disse filho, eu vou voltar, pra te buscar

Ainda bem que eu vou
Morar no céu
Ainda bem que eu vou morar com Deus"


confesso que quando ouvi essa musica, entrando pela janela numa quinta a noite, fiquei empolgado de início, parecia que o tal lázaro de quem eu tanto ouvi falar, realmente tinha uma boa música, e por boa música, na minha concepção, digo músicas com conteúdo, com verdade, e que possa causar reflexão, após a inevitável emoção que a música causa.
"O mundo está cheio de horror
Os mentirosos reinam sem pudor
Mentes brilhantes planejando o mal
Mas eu não desanimo pois sou sal"

ele evidencia o mal na sociedade, protesta contra a mentira, enfim, muito bom até agora.

"A integridade foi pro além no mundo ninguém
Ama mais ninguém..."

mas alegria de pobre dura pouco mesmo:

"...Mas Jesus disse filho, eu vou voltar, pra te buscar
Ainda bem que eu vou
Morar no céu
Ainda bem que eu vou morar com Deus"

Não sou contra e nem estou criticando de forma alguma o desejo de todo cristão de ir morar no céu, ou o coração alegre que temos por tal promessa. Contudo, muita gente não se atenta para o nosso papel enquanto estamos nessa terra.
Ser sal, é fazer a diferença, sim, claro. Mas outra atribuição do sal é impedir a degeneração, usado muito antes da invenção da geladeira, para a conservação da carne, por exemplo. Nossa sociedade está se degenerando, as "liberdades" conquistada pelo povo, agoram se põem em paradoxo, estão se mostrando, auto-destrutivas. como cantou Gilberto Gil:

"
Os pais os pais
Estão preocupados demais
Com medo que seus filhos caiam nas mãos dos narco-marginais!
Ou então na mão dos molestadores sexuais
E no entanto ao mesmo tempo são a favor das liberdades atuais!

Por isso não podem fugir do problema
Maior liberdade ou maior repressão
Dilema central dessa tal de civilização
Aqui no Brasil sob o sol de Ipanema
Na tela do cinema transcendental
Mantem-se a moral por um fio
Um fio dental! "

E em face disso o que o sal faz? Nem se preocupa, não dá a mínima, senta no camarote, ou na galeria da igreja, e vê "Roma" pegar fogo. Afinal, a parte que me interessa já tá garantida, "ainda bem!"
"; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens." Mateus 5:13

domingo, 13 de junho de 2010

O Sindicato dos Escravos de Cristo

Em História, um dia aprendi que podemos analisar as eras históricas como opostos. Na época medieval, por exemplo, o pensamento era Teocentrista, o sistema político e econômico era o Feudalismo, no qual as trocas comerciais eram por escambo, sem visar o lucro e o poder era descentralizado, em cada feudo. Na era moderna, surge o capitalismo (capetalismo como diria o professor adonis, rs) o pensamento se torna antropocentrista, o comércio começa a aparecer e logo se percebe a necessidade de um Estado Centralizado, no qual nossos amigos portugueses foram pioneiros (aê Nuno!! rs).
E nessa era que vivemos, a pós-modernidade, podemos observar uma sutil, ao mesmo tempo, paradoxalmente escandalosa inversão. Deus está recebendo ordens dos seus servos! Servos cansados, revoltados, reivindicam seus direitos, querem de volta tudo o que lhes pertencem, estão quase fazendo greve... fazem parte desse sindicato que disfarça suas filiais em comunidades e ministérios por todo o pais e pelo mundo. E em cuja sede, prefiro nem comentar onde se encontra.
Seu Hino máximo expressa em plenitude o caráter dos sindicalistas, com verbos no imperativo e postura altiva, há nesse uma frase que a sintetiza bem:
"Restitui, eu quero de volta o que é meu..."

E o que mais me impressiona nem é o fato dessa nova teologia ter aparecido, mas sim como ela tem sido aceita e pregada na maioria de nossas igrejas. É difícil passar uma reunião sem virarmos pro SENHOR, olharmos pra ele... e com toda autoridade, DECRETAR tudo aquilo que precisamos para ter a vida abundante que ele prometeu. Já não bastava brincar de fantoche com o rebanho - Vira pro irmão ao seu lado e diga... levante suas mãos... você é livre pra pular, então pule!... etc - agora o mandado tá sendo o Todo Poderoso.
Será que as pessoas esqueceram que quem manda é Deus? Será que esqueceram quem é o dono do universo, quem é o autor e consumador? Quem é que põe e tira os Reis de acordo com a Sua vontade?
Eugene Peterson assina um livro intitulado "A maldição do Cristo genérico". Tenho visto que vivemos um tempo de um Cristianismo genérico, onde se dá atenção demais ao cisco, e a trave... nada...
Isso não passa de uma manifestação adâmica da nossa carne (que ironia não?). Sim, é a nossa (minha tb viu gente?) velha mania de querer ter sempre o controle... de não aceitar comando superior quando este não agrada, na raiz, isso é insubmissão. Também é fruto de cristãos que não conheceram Deus como pai... que mesmo tendo sido "nascido e criado no evangelho" não experimentaram essa surpresa diária, esse preenchimento inexplicável que agente chama de vida com Deus, a qual teremos plenitude naquele dia... Por muito tempo, a igreja tem conhecido um Deus malvado, mal encarado, que te odeia, ou pelo menos não vai muito com a tua cara... e que, antes de tudo, é INJUSTO. Usando as palavras de Lutero, um Deus que "plantou a semente do pecado em nós, e que nos castiga toda vez que pecamos... esse é o nosso Justo Juiz?!" Não vou negar, esse deus se assemelha muito mais a um patrão do que a um pai, talvez por isso a criação do sindicato... a pessoas enxergam Deus como seu patrão. Tratam tudo com Deus na base da barganha. Não se aproximama dEle por medo, e quando fazem é só pela posibilidade de ganhar algo em troca. Vivem toda sua vida tentando fazer a "obra do Senhor" com aquele peso terrível de que temos uma missão, a qual, se falhar, seremos castigados. Ironicamente, a massissa maioria dessas pessoas são exatamente as que não chegam a viver o que Deus planejou pra suas vidas.
E o sindicato cresce. Ganha adeptos, cegos, as vezes até inocentes e bem intencionados discípulos. E se temos a luz, não podemos nos calar. Como uma vez Nelson Mandela disse:

"Não há nada de iluminado em encolher-se pois os outros se sentiriam inseguros ao seu redor. Nascemos para manifestar a glória do Espírito que está dentro de nós. E à medida que deixamos nossa luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas a permissão para fazer o mesmo."

Fim ao Sindicato!!!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Nunca antes na história deste blog!!!

Comunico que, a partir de hoje serão incorporados ao Caneta e Violão, todos os textos de minha autoria que constavam em meu segundo -e, daqui a pouco tempo- extinto blog Profundo no Mundo.

Aproveitem.

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Ou não... que presunção a minha!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Marchinha n° 1

Lá vem você me dizendo adeus
Chorando a dor que essa vida traz
Levando as cores do dia, a minha alegria,
Deixando gris pesar
Lá vem você me beijando, me assegurando
Que eu vou viver em paz

Lá vem o hoje nos separar,
Já que o amanhã gosta de tardar
Te escrevo e peço que voltes logo
Sarar meu palpitar já sem furor
Lá vem você me beijando,
Me esquecendo das noites sem luar

Enquanto faço-te essa canção
Que é pro meu coração não chorar em vão.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A institucionalização da inveja


Antes de começarmos a analisar a saída cristã para o capitalismo, vale à pena explorar os modos através dos quais o capitalismo domina nossa vida comum, a fim de não nutrirmos a ilusão de que estamos saindo dele quando na verdade não estamos.
O disciplinamento do desejo e da imaginação
Como observado acima, uma das características distintivas do fascismo é que ele opera como movimento de massa, dentro do qual a maioria busca ativamente a sua própria repressão e deseja as próprias coisas pelas quais é dominada e explorada. Esta é uma descrição muito acurada do estado de coisas produzido pelo neoliberalismo.
Mas como pode ser isso? No ocidente onde nasceu o neoliberalismo de modo geral não opera através do uso de violência, de ameaça ou força coerciva (embora violência, ameaça e força coerciva façam parte integral da globalização do neoliberalismo). Então o que leva tantos a escolherem livremente a sua própria repressão? Essa busca da maioria pela própria repressão é melhor explicada pelos modos através dos quais o neoliberalismo, em vez de usar a violência para controlar as massas, disciplina tanto os desejos quanto a imaginação das massas de modo a que elas possam controlar a si mesmas (Foucault).
A sugestão de que o desejo possa ser manipulado vai contra a ideologia dominante da teologia do neoliberalismo, que afirma que o desejo é uma força encontrada no interior das pessoas, inteiramente livre de influência externas. Em conformidade com isso, o neoliberalismo alega que, em vez de disciplinar o nosso desejo, o que faz é nos prover de uma sociedade em que somos livres para perseguir qualquer desejo que seja [de forma inerente] nosso. Uma análise mais profunda, no entanto, revela que essa é uma falsa ideologia imposta por aqueles que deliberadamente manipulam o desejo, e sustentam sua habilidade de manipular o desejo precisamente proclamando que o desejo é livre.
Para começar, o neoliberalismo manipula o desejo colocando na raiz do desejo a noção de privação/escassez. Nesse sentido, vale observar a aliança existente entre o liberalismo econômico e a moderna psicanálise (a qual, vale lembrar, nasceu do capitalismo): enquanto o capitalismo nos fundamentou num mundo definido por escassez, a psicanálise expandiu essa noção colocando a privação dentro da própria psiquê. Sigmund Freud deu início a esse processo com suas reflexões sobre desejo (ou seja, libido), em que a carência é a existência edipiana por excelência; a psicanálise, embora tenha se distanciado de Freud, continua a operar segundo a noção dessa carência interna essencial1.
Não apenas o desejo é definido pela privação; o neoliberalismo também apresenta o desejo como insaciável, precisamente porque – como a economia de mercado nos faz lembrar continuamente – existe sempre algo de que estamos desprovidos. Em particular, existe sempre algo de que estamos desprovidos em comparação a outra pessoa, e dessa forma a privação se torna parte de um processo interminável de competição com o próximo2.
Isto, por sua vez, conduz ao segundo ponto: o modo em que o desejo é disciplinado ao ser enraizado no interesse próprio3. Aqui o desejo é reduzido ao grito infantil de “eu quero, eu quero, eu quero” e “me dá, me dá, me dá”. Uma economia impelida por interesse próprio, no entanto, é uma economia impelida pela ganância4. O resultado é “a institucionalização da inveja” e a onipresença da cobiça5. Da mesma forma, nada disso é surpresa quando se entende o neoliberalismo como uma forma de paganismo, pois, de acordo com Paulo, a cobiça foi o pecado primal de Adão e é o emblema da humanidade adâmica6. Isso explica, além de tudo, tanto a competitividade quanto a parcialidade inerentes ao capitalismo, pois, como também observa Paulo, a cobiça se expressa em espírito de divisão e conduz de modo natural à violência7.
Em terceiro lugar, o desejo tem também sido condicionado porque tem sido alinhado à noção de merecimento: o indivíduo tem direito adquirido àquilo que deseja. Isso torna-se especialmente evidente no modo pelo qual o discurso dos “direitos humanos” foi sequestrado pelos ricos e poderosos e usado como meio de sustentar sua riqueza e seu poder8. O discurso dos “direitos humanos” tornou-se desculpa para justificar a busca pelo que se deseja sem qualquer consideração com os outros. Em consequência, “igualdade” tornou-se função de “desigualdade”9.
Dessa forma, ao fundamentar o desejo numa carência insaciável, ao reduzi-lo a ganância (inveja e cobiça) e ao alinhá-lo à noção de direitos adquiridos, o neoliberalismo produz uma forma de desejo que é completamente condicionada. O resultado é o inverso da noção platônica tradicional do corpo como prisão da alma. Quando o desejo é dessa forma condicionado, a alma é que torna-se a prisão do corpo10. Essa, ainda, é uma forma disciplinada de desejo que se torna radicalmente alienada. Como argumenta Zizek11:
O famoso truísmo de Jenny Holzer, “protege-me daquilo que desejo” pode ser lido como referência irônica à sabedoria convencional masculina-chauvinista que afirma que uma mulher deixada a seus próprios recursos se verá absorvida por uma fúria autodestrutiva, ou pode ser lido de modo mais radical, como apontando para o fato de que na sociedade patriarcal contemporânea o desejo da mulher é radicalmente alienado: ela deseja o que os homens esperam que ela deseje, desejos que são desejados por homens [...] “Aquilo que quero” já foi imposto sobre mim pela ordem patriarcal que me diz o que devo desejar.
Tendo coberto o desejo, resta analisar os modos pelos quais o neoliberalismo disciplina nossa imaginação. Basicamente, ele o faz empregando a retórica da independência, da segurança e da responsabilidade, a fim de mascarar o modo como condiciona nossa imaginação (individual e coletiva) através de medo e desespero.
O neoliberalismo glorifica o indivíduo autônomo e define maturidade e sucesso pela capacidade de se viver de modo independente dos outros. Há, no entanto, uma grande dose de medo subjacente a essa apresentação. Quando a sociedade é dominada por indivíduos interessados apenas em si mesmos, restam poucas razões para uma pessoa cuidar de outra; o indivíduo é impelido em direção à independência porque, no fim das contas, não pode contar com quer que seja. Além disso, como o mundo é definido pela escassez, e como há tamanha disparidade dentro do sistema, passamos a temer o outro que irá tentar tirar aquilo que é meu e ele não tem. Diante disso o que o indivíduo faz é retrair-se e acumular bens, não apenas porque não pode contar com o outro, mas porque tem medo de perder o pouco que tem (quer por via de um desastre que leve minha casa, de um imigrante que leve o meu emprego, de um drogado que leve minha carteira ou de um terrorista que me leve a vida).
Porém, ao invés de dizer que é o medo que nos impele à independência, o discurso de “responsabilidade” é usado para justificar esse modo de vida. Conforme documentado por Max Weber e H. Tawney, associar independência econômica a responsabilidade está muito enraizado nas tradições puritanas e reformadas, e isso provê ao neoliberalismo uma fundação que vê a responsabilidade como virtuosa ao invés de fonte de temor12. Porém o que tem sido negligenciado é que o discurso da “mordomia” executa precisamente a mesma função dentro de grande parte da cristandade contemporânea. A ideia de “mordomia” provê agora os cristãos com um verniz religioso que justifica um modo de vida fundamentado no temor13. Cabe lembrar, então, as palavras de Eduardo Galeano: “O demônio do medo se disfarça a fim de nos enganar. O enganador oferece covardia como se fosse prudência e traição como se fosse realismo”14.
O outro meio pelo qual o neoliberalismo condiciona a imaginação é através do desespero. Precisamente porque nos apresenta uma teologia consumada, não nos resta esperança alguma. Não há escapatória e não há alternativapossível porque, a priori, não há alternativa imaginável. O capitalismo torna-se, assim, “o partido do desespero contrarevolucionário”.
Daniel Oudshoorn

fonte: as seleções sempre avassaladoras de Paulo Brabo em:  A Bacia das Almas.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A Corporação.

Certa vez ouvi uma frase espetacular:


"Quando a realidade parece ficção é hora de fazer documentários"
E o que venho fazer aqui é uma indicação, aquelas indicações de amigo. Um professor de economia indicou a nossa turma ver um documentário de título "The Corporation", enquanto falava sobre riqueza, lucro, enfim, sobre o capitalismo em si.

E para minha surpresa, esse documentário está disponível completo no youtube, legendado, em 24 partes.


Como eu sei que a maioria de vocês não vai ver o documentário todo, vou deixar a primeira parte como amostra para, talvez, instigar os que precisam.







É tudo verdade.


Só pra dar um incentivo, transcreverei um trecho que está numa parte mais a frente, que eu não vou dizer qual pra te forçar a procurar! rsrs... enfim:


"Serei honesto com você, quando o atentado do onze de setembro aconteceu... eu não sabia [risos] quer dizer, não quero pensar nisso de modo leviano, não é algo leviano, é um ato devastador, era realmente algo muito ruim, uma das piores coisas que já vi na minha vida... MAS o que lhe diremos, eu e todo negociante e quem comprava ouro, e possuía ouro ou prata quando aquilo aconteceu é que o 1° pensamento foi: quanto o ouro subiu? O primeiro pensamento foi: Meu Deus, o ouro deve ter explodido (super-valorizado)! Felizmente nossos clientes tinham investido em ouro. Quando ele subiu, eles dobraram seus recursos. Todos dobraram. Foi uma benção disfarçada. Devastador, destruidor, horrível, mas pelo lado financeiro, meus clientes que estavam no mercado lucraram muito. Eu não procurava esse tipo de ajuda, mas aconteceu. Quando os EUA bombardearam o Iraque em 1991, o preço do petróleo subiu de US$13,00 para US$40 o barril, pelo amor de Deus! Mal podíamos esperar para as bombas caírem logo no Saddam Hussein. Estávamos entusiasmados, queríamos que ele criasse problemas. Faça o que for preciso, incendeie mais poços, os preços subirão. Todo negociante comemorava aquilo. Não havia um comerciante que não estivesse entusiasmado. Aquilo era um desastre. Uma catástrofe, bombas, guerras. NA DEVASTAÇÃO HÁ OPORTUNIDADE."
Entre parênteses estão observações minhas, e as partes em letras maiúsculas marcam onde a pessoa fala mais alto. 

terça-feira, 30 de março de 2010

diálogos muito prováveis


Sempre achei engraçado quando alguém peguava uma foto e colocava esses balões com diálogos. Hoje, olhando esses passarinhos, imaginei essa ofensa alada! rs