sábado, 27 de dezembro de 2008


“Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida.
A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.
Daria a capacidade de escolher novos rumos, novos caminhos.
Deixaria, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável.
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
Além da ação o cultivo à amizade.
E, quando tudo mais faltasse, deixaria um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída”.

Gandhi

fonte: Infinito Lero

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

ela é mais...


música Sentimental, de rodrigo amarante. Segundo Dado Vila-Lobos, foi a melhor música lançada em 2005.

é daquelas que te carrega... rs

O quanto eu te falei que isso vai mudar.
Motivo eu nunca dei.
Você me avisar, me ensinar,
falar do que foi pra você,
não vai me livrar de viver!

Quem é mais sentimental que eu?
Eu disse e nem assim se pôde evitar.

De tanto eu te falar
você subverteu
o que era um sentimento e assim
Fez dele razão
Pra se perder no abismo
que é pensar e sentir.

Ela é mais sentimental que eu.
Então fica bem
Se eu sofro um pouco mais.

Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir
e rir.

quer ouvir. clique aqui

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

entendeu o trocadilho? (5)

entendeu o trocadilho? (4)



propaganda é a alma do negócio


calma gente, não foi erro de portugues, é Lã House sim, casa da Lã. É um atacado de tecidos. Clique para ver melhor.

A maior lição de moral do ano


Estou sempre à procura de verdade e beleza. Normalmente sei onde encontrá-las. Há casas dedicadas a abrigá-las. Há veículos de mídia que as transmitem. E há pessoas que as incorporam nas suas visagens e vidas. Mas ocasionalmente encontro verdades profundas e belezas deslumbrantes em lugares inesperados. Como, por exemplo, num filme de super-herói.

Perguntei a um dos meus filhos se ele já havia assistido “Batman, o cavaleiro das trevas”. “Brilhante, nada menos que Shakespeare para os nossos dias”, disse ele. De fato. “Otelo” em Gotham City, ou algo assim.

Nutro admiração por roteiristas e diretores que não conseguem apenas entreter seus públicos. Não sabem trabalhar sem lidar com os elementos existenciais e espirituais que envolvem seus personagens e tramas. Neste filme, a estrela é o roteiro. É sobre a coreografia literária dos irmãos Nolan que Heath Ledger dança e inventa um dos personagens mais assombrosos do cinema recente. Inspirados na obra original de Bob Kane, desta vez os roteiristas conseguem agarrar até os cinéfilos mais enfastiados para revelar o destino trágico do pós-modernismo levado às últimas conseqüências.

As faces do mal são mais multiformes e complexas que a face do bem. Tolstói começa “Anna Karenina” assim: “Todas as famílias felizes são iguais, mas as famílias infelizes são infelizes cada uma ao seu modo”. Em “Quincas Borba”, Machado de Assis descobriu que “a moral é uma, os pecados são diferentes”. O diretor Christopher Nolan compreendeu tudo isto e preferiu apresentar a criatividade do mal - e suas sombrias motivações - sem nunca glamourizá-lo. A simplicidade do bem brilha claramente, mas quase sempre o caminho que leva a ele é rondado por ameaças e dilemas.

Todas as cenas contemplam o bem e o mal. Nolan volta sua atenção aos rostos dos personagens. Há rostos lindos desfigurados apenas pelas suas expressões, rostos transformados em semblantes transtornados como resultado da aplicação de maquiagem em leve demasia, rostos cobertos por máscaras de palhaço, rostos lambusados, rostos parcialmente cobertos e um rosto dividido por uma linha vertical que parece literalmente dividir o mal do bem.

Este “show” reluzente e violento sobre moral e ética se dá num fastuoso ambiente visual. Em perfeita sintonia com o mais recente código de ética visual dos diretores “sérios” de Hollywood, Nolan lançou mão dos efeitos especiais CGI apenas quando necessários. No papel de Batman, Christian Bale insistiu em fazer quase todas as cenas pessoalmente, inclusive as mais perigosas. Até a famosa cena do solitário cavaleiro na beira do edifício mais alto da cidade foi fotografada com o próprio Bale em cima do Sears Tower de Chicago.

Várias semanas após assistir ao filme pela primeira vez, ainda não consigo me ver livre dele. Seu tratamento do mal me lembra o redemoinho de pecados do qual nenhum de nós consegue escapar sozinho. Sua representação do bem me relembra que esta, sim, é fácil de encontrar; nós é que fingimos não vê-la.

Não se surpreenda se a maior lição de moral do ano procede não de um guru de auto-ajuda, nem de uma vítima de câncer que escreve seu último livro, mas de um cara torturado que vive dentro de uma fantasia de morcego.

Mark Carpenter, na revista Ultimato.

sábado, 6 de dezembro de 2008

quem teria coragem?

Celestino e Otto

Celestino - Na moral, você acredita mesmo naqueles papos de fim de namoro?

- Que tipo de papo?
- Aqueles básicos: "você merece alguém melhor..."; "foi bom enquanto durou"; "seja feliz"
- Porque não acreditaria?
- É mó papo furado! Pra mim é só desencargo de consciência.
- Mas Celestino, é normal. Se você termina com a sua namorada, voce vai querer que ela se ferre só por que não está com voce?
- Claro que não. É que dizer esse tipo de coisa não expressa o que realmente é a verdade. Poxa, se eu amo a pessoa, e ao terminar mando essa de "seja feliz" o que está implícito? Seja feliz com outra pessoa...
- Bom, isso é verdade.
- São só um monte de clichês, que as pessoas aprendem vendo esses programinhas de TV.
- Mas cara, se vc está terminando, é porque você não ama mais aquela pessoa.
- Nem sempre, e você sabe disso.
- [silêncio reflexivo]
- O lance, Otto, é que as pessoas têm medo de se expor. Medo de admitir que fizeram uma burrada. De confessar que em nada há certeza nessa decisão, e que se fosse possível tentaria de novo.
- Mas as vezes é necessário.
- Sim, a questão não é sobre o terminar ou não um namoro. É a forma como se faz.
- Mas eu quero que ela seja feliz, acho que ela merece alguém melhor mesmo e, cara, foi realmente bom enquanto durou.
- Me desculpe, as vezes me pego por demais arcaico em meus conceitos, contudo não penso que seja correta essa última afirmação.
- Como não? Não tem como vc saber, foi ótimo. Nós nos divertimos, nos amamos, rimos, assistimos a uns filmes esquizitos... ela até arrotou na minha frente! [risos]
- [Cara de: completa a frase]
- O problema é que não durou né?
- [suspiro dolorido]
- Desculpa cara, não queria te magoar.
- Não me magoou. Eu precisava mesmo expor o que sentia.
- É que nós, todos nós somos carentes de afeto, carinho. Enquanto muito poucos tem a coragem de admitir isso, sem se embrenhar para o extremo, que se transforma em manipulação emocional. São os extremos né...
- Então como voce terminaria um namoro?
- Eu tentaria ser sincero. Sabe, até me dói pensar essas coisas. Existem pessoas que terminam o namoro, outras que "são terminadas"...
- Embora, sempre a gente ouça assim: "nós" terminamos.
- Pois é. Percebe como é profundo nosso orgulho próprio?
...
Otto, não me entenda mal. Eu sei que esse tipo de coisa acontece. Mas sou levado a pensar que quem adota esse tipo de postura diante de situações de perda, faz isso para, de alguma forma, amenizar a situação. Para tirar aquele peso de: poxa, terminei com o fulano; ou: caraca, fulano terminou comigo. Um para se livrar da culpa, outro da vergonha.
- Mas isso é normal à qualquer ser humano. Quem vai querer admitir essas coisas?
- Bom, essa é uma mentira que eu acreditei por muito tempo, a de que perdas são equivalentes a derrotas.
- E não são?
- Nem sempre.
- Mas sempre dói. E muito.
- A vida é pra ser vivida. Os seus bons e maus momentos. Uma vida sem ventos contrários está fadada à inércia. Viver bem é rir e chorar com a mesma paixão. Sem medo de ser triste.

nada peço ao sol que brilha... [Balada de agosto - Zeca Baleiro e Raimundo Fagner]


eis uma das músicas de amor mais belas que já tive o prazer de ouvir, caso queiram ouvir também.



Lá fora a chuva desaba e aqui no meu rosto
Cinzas de agosto e na mesa o vinho derramado
Tanto orgulho que não meço
O remorso das palavras
Que não digo
Mesmo na luz não há quem possa
Se esconder do escuro
Duro caminho o vento a voz da tempestade
No filme ou na novela
É o disfarce que revela o bandido
Meu coração vive cheio de amor e deserto
Perto de ti dança a minha alma desarmada
Nada peço ao sol que brilha
Se o mar é uma armadilha
Nos teus olhos

terça-feira, 25 de novembro de 2008

o fim do direito


"O fim do direito é a paz, o meio de que se serve para consegui-lo é a luta. Enquanto o direito estiver sujeito às ameaças da injustiça - e isso perdurará enquant o mundo for mundo - , ele não poderá prescindir da luta. A vida do direito é a luta: luta dos povos, dos governos, da classes, dos indivíduos."

Rudolf von Ihering - in, a Luta pelo Direito, Martin Claret.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Nada mais justo

A ANACAM - Associação Nacional dos Canalhas Machões, subseção São Paulo e a ACAU - Associação dos Cafajestes Autônomos, têm a honra de convidá-los para os festejos comemorativos do DIA INTERNACIONAL DO HOMEM.

Algumas razões para a Criação do Dia Internacional do Homem

1) Quem é obrigado a erguer os pés quando ela está fazendo faxina?
R: O prestativo homem!

2) Quem se veste como pingüim no dia do matrimônio?
R: O humilde homem!

3) Quem é que, apesar do cansaço e do stress, jamais poderá fingir um orgasmo?
R: O sincero homem!

4) Quem é obrigado a sustentar a amante esbanjadora?
R: O abnegado homem!

5) Quem leva a bronca só porque ficou trabalhando até tarde em companhia daquela secretária boazuda?
R: O fiel homem!

8) Quem se expõe ao stress por chegar em casa e não encontrar a comida quentinha, as crianças com o banho tomado,a roupa lavada,a cozinha limpa e o jornal já posto sobre a mesa?
R: O doce homem!

9) Quem corre o risco de ser assaltado e morto na saída da boate, cada vez que participa dessas reuniões noturnas com os amigos, enquanto a mulher está bem segura em casa na sua caminha?
R: O desprotegido homem!

10) Quem é o encarregado de matar as baratas e os ratos da casa?
R: O valente homem!

11) Quem segura a "cauda do rojão" quando chega em casa com marca de batom na camisa e é obrigado a dar explicações que nunca são aceitas?
R: O incompreendido homem!

12) Quem é que toma banho e se veste em menos de vinte minutos?
R: O ágil homem!

13) Quem é que tem de gastar consideráveis somas em dinheiro comprando presentes para o Dia das Mães, Da Esposa, Da Secretária e outras festas inventadas pelo homem para satisfazer à mulher?
R: O dadivoso homem!

14) Quem jamais conta uma mentira?
R: O ético homem

15) Quem é obrigado a! ver a mulher com os rolinhos nos cabelos e a cara cheia de cremes?
R: O compreensivo homem!

16) Quem tem que passar por uma TPM calado todo mês?
R: O calmo homem.

17) Quem está lendo isso às escondidas para poder dar boas risadas, já que se for surpreendido corre o risco de ser agarrado pelo pescoço?
R: O indefeso homem!

POR TUDO ISSO HÁ DE SE CRIAR O DIA INTERNACIONAL DO HOMEM

Não está se aguentando de curiosidade e quer ver o conteúdo todo? visite: www.pavablog.blogspot.com

terça-feira, 28 de outubro de 2008

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Viagem de volta

de onde vem
essa saudade
que me traz ao rosto
esse vendaval?

onde vai dar
essa estrada desplainada
que me força ao longe
e me faz chorar?

ah, e diz como eu trago de volta
o teu riso, a tua cor

me diz o que eu faço
com essa dor

me diz onde eu laço
onde eu guardo o cansaço

me diga onde está você
e quando eu posso voltar,

meu amor.

domingo, 12 de outubro de 2008

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

e daí que você não é engraçado?


Válass, Beirute e Otto

Válass: caraca, Otto, você é muito engraçado, como você consegue?

Otto: poxa cara, sei lá.

Válass: Você consegue tirar comédia da cena, esse é o segredo, pensar na cena até que não é tão difícil, o difícil é tirar comédia da cena - Otto acena a cabeça positivamente.

Beirute: Ah cara, não liga, você é engraçado, eu rio o tempo todo contigo.

Válass: É, mas é porque eu pago muito mico, é diferente.

Otto: É, igual ser pego no shopping com o negão

-Gargalhadas-

Válass: po, até tú Otto?

Otto: perdão. Mas me responde, e daí que você não é engraçado? Fica tranquilo, não vou vir com aquele papo de cada um tem seu talento, pois isso é metidez disfarçada. A comédia tem várias faces, essas brincadeiras que agente faz, não mostram que somos bons em comédia, ou em "comediar" alguma coisa, mas sim, de improviso; e isso é muito difícil.

Válass: E como cada um tem seu talento... (risos)

Beirute: Mas é, cara. Cada um tem mesmo o seu próprio talento. E isso não te faz menor que ninguém. Pode reparar, sempre privilegiamos talentos. Sempre as pessoas com uma facilidade de raciocínio lógico são tidas como os super-inteligentes, enquanto um professor de português que domina muito bem a língua é tido como um cara... inteligente, mas os gênios são os da física, e tal.

Otto: e isso é típico do capitalismo e da sociedade que agente vive. O que é mais valorizado hoje, um engenheiro de qualquer coisa, ou um artista (não famoso, claro)? Simplesmente porque isso não dá dinheiro, porque se fosse o contrário, um cara que dissesse pro pai que iria fazer uma faculdade de engenharia do petróleo, por exemplo, seria chamado de louco, inconsequente, etc. não concorda?

Válass: Sim, sim...

Otto: agora me responda, existe diferença de importância entre o conhecimento? Será mesmo a ciência e a tecnologia mais importantes que as artes?

-silêncio-

Otto: lembre-se que você é socialista!

Válass: Realmente, não há. Mas Otto, vivemos num mundo capitalista, é o sistema; por mais bonito que seja o discurso, o dinheiro é necessário. Prova disso é que você está fazendo Direito, e tem um baita talento pra artes.

Beirute: Ih, agora o gordinho pegou pesado!

Otto: Você tem razão, estamos nesse tal mundo "capetalista". Eu não desisti do meu sonho e da minha vocação nas artes, eu apenas guardei-os na gaveta; penso que abri mão de correr atrás desse sonho por um tempo, para atender à certas prioridades.

Beirute: Quais?

Otto: Eu pretendo constituir uma família cara. Eu preciso ter uma renda fixa. Eu me interesso pelo direito, não o faço só pelo dinheiro, iria contra o que eu acredito e digo. E a música não foi enterrada, e nunca será.

Válass: Mas como você vai conseguir conciliar o seu emprego com o seu sonho?

Otto: Não faço ideia. Tem coisas que você só sabe como vão acontecer quando elas acontecem. Mas o que é sempre necessário, é ter a firme convicção de que aquilo irá acontecer.

Beritute: Válass, você não é engraçado. Seu humor é comum, e o que eu percebo é uma constante tentativa de aceitação, tanto própria quantos dos outros à sua volta.

Válass (assustado): O que é isso, Beirute? Já está partindo para a ignorância?

Beirute: Claro que não, só estou expondo meu ponto de vista. Pois muitas pessoas recorrem ao humor como refúgio para seus problemas de aceitação pessoal, e para fazer com que os outros também o aceitem melhor.

Otto: E o fato de você ter reagido ao comentário do Beirute dessa forma já demonstra a veracidade e a validade do comentário. Por motivos diversos, as pessoas recorrem à esses refúgios, uns se fazem de engraçados, para esconder uma tristeza amargurante, ou para serem melhor aceitos, pelo fato de se sentirem rejeitados pelo grupo em que estão inseridos. Não vou negar, também fazia isso; sempre me senti rejeitado pelas pessoas, nunca gostei de estar com pessoas da minha idade, com isso buscava a amizade de pessoas mais velhas, muitas das quais, por eu ser imaturo e naturalmente não conseguir acompanhar os papos, as sacadas, etc. faziam piadas, me ignoravam; e como eu fazia para continuar no grupo? Eu era engraçado (mesmo que na maioria das vezes, inconscientemente).

Válass: Então se isso é uma coisa a se mudar, porque você continua a ser engraçado?

Otto: O ser engraçado não é algo a ser mudado.

Válass: Eu sei...

Otto: A diferença é que hoje, eu percebi que eu não PRECISO ser engraçado, se eu sou, bom; se não, bom também. Não é todo mundo que me acha engraçado (num é nhá? =] ) e nem sempre eu consigo ser engraçado, mas sempre que eu sou eu mesmo, eu o sou. E isso percebo também em você, a maioria das vezes que você não é engraçado é quando você tenta ser.

Beirute: Eu não acredito que agente está tendo uma conversa dessas, e o tema é ser ou não engraçado.

Otto: É simples, o ser, ou tentar ser engraçado é parte do que somos, ou não somos. As pessoas tendem a recorrer a personalidades pré-fabricadas em vez de caminhar à procura da sua própria. Às vezes agente se esquece que a felicidade, própria e daqueles que conosco dividem o existir, se sustenta em sermos quem somos. As mudanças são inevitáveis, os sofrimentos e desentendimentos, idem, porém as máscaras só dificultam o processo.

Válass: Pode crer.

Beirute: Agente quer conhecer melhor você, Válass, não o cara engraçado, cheio de qualidades, mas você, seja você quem for.

Otto: Sim, do mesmo jeito que eu quero descobrir onde foi parar o Beirute, e o Otto.

domingo, 5 de outubro de 2008

Individuação

Individuação é o processo pelo qual o protagonista da história – isto é, você – acaba descobrindo quem realmente é.
Os protagonistas de todas as histórias, lendas, filmes e contos de fada a que somos submetidos funcionam, neste sentido, como substitutos vicários e temporários de nós mesmos. As agruras e vitórias dos personagens da ficção servem de indicação e símbolo de nossos próprios desafios rumo à condição de indivíduo.
Quando o pequeno hobbit dá o seu primeiro passo para longe do Condado, quando Luke Skywalker recebe um chamado urgente para abandonar Tatooine, quando a sereiazinha afunda os pés descalços na areia seca, estão todos tomando o primeiro passo para longe de seu círculo de conforto, rumo à individuação. No final da jornada terão descoberto sua vocação e serão capazes de conciliar passado, presente e futuro, mas no caminho serão obrigados a resolver enigmas e matar dragões – mas o maior enigma e o maior dragão que terão de enfrentar será invariavelmente eles mesmos.

fonte: www.baciadasalmas.com.br

terça-feira, 23 de setembro de 2008

sofrimento (não) é opicional

COMO ME TORNAR SÁBIO

- Mestre, como faço para me tornar um sábio?

- Boas escolhas.

- E como fazer boas escolhas?

- Experiência - diz o mestre.

- E como adquirir experiência, mestre?

- Más escolhas.

"O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência" (Henry Ford).

fonte: pavablog.blogspot.com

domingo, 21 de setembro de 2008

e agora, uma de Manuel Bandeira

NAMORADOS

O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:

- Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com a sua cara.

A moça olhou de lado e esperou.

- Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma
lagarta listada?

A moça se lembrava:
- A gente fica olhando...

A meninice brincou de novo nos olhos dela.

O rapaz prosseguiu com muita doçura:

- Antônia, você parece uma lagarta listada.

A moça arregalou os olhos, fez exclamações.

O rapaz concluiu:

- Antônia, você é engraçada, você parece louca.

domingo, 31 de agosto de 2008

poema em linha reta (Fernando Pessoa)

    POEMA EM LINHA RETA

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

(Im)possível (Wallace da Silva)

O cheiro da tua pele supera os meis doces aromas das mais belas flores
O seu toque supera o roçar mais delicado do mais suave dos tecidos
Na inocência do aconchego de um abraço teu
Eu me sinto como um pássaro
Voando entre as nuvens
O teu beijo é a mais intensa prova de que o paraíso existe
É sentir o gosto da fruta mais saborosa
Que se econtra no topo da árvore mais alta
Para muitos inalcançável
Do bosque mais florido de todos:
o teu coração
Experimentar esse sentimento é como ser uma criança
Que em uma brincadeira inocente
Transforma em realidade
os seus sonhos mais desacreditados
Q'içá impossíveis de serem realizados
O sonho de um dia estar nos teus braços

Apenas notas (Wallace da Silva)

Nos acordes de um violão
Minhas almas passeia pelos infinitos tons do amor

Dominando o meu ser
Recriando minhas paixões
Mistificando o óbvio
Fatalizando minha razão
Soledade
Lateja o meu coração
Sim! Estou apaixonado

Me faltam palavras
O ar se esgota
Me falta coragem
Meu violão me consola

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

desde o ventre!!

kkkkk

um poema do meu irmãozinho de 12 anos, para minha mãe

mãe, eu te amo do fundo do meu coração
mãe, mesmo você me corrigindo eu te amo de montão
mãe, você me deu a luz, a casa e um quarto
mãe, eu te amo desde o dia do meu parto
mãe, quando você viaja eu conto os dias para você vir
mãe, mas se eu pudesse eu parava o tempo para você nunca partir.

Iuri Moreira Celestino

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

olimpiadas

atleta no momento lois armstrong! heheh


quer ver mais? http://msn.lancenet.com.br/especiais/PEQUIM-2008/frio/galerias/91/7.stm

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

sob a cachoeira da sua luz

entro no meu quarto
e lá está você
me esperando paciente
reclinado, atento
com você compartilho meus livros
meus poemas
pra você eu abro o jogo
com você não tenho mais medo
nem preciso ter cuidado
com você, há esperança
chega mais perto
perto do meu peito
sente meu coração
sente essa aflição
sobre as letras, meus fonemas
você derrama luz
e você me espera
queres ouvir o que tenho a dizer?
já não o sabes, tu?
porque te gastas e te rebaixas?
volte para lá, lá onde é o seu lugar
não me entenderias.
Por favor, não me ouças
não ligue para o balbuciar confuso
de meus embaraçados pensamentos
Traduza.
Dá melodia ao meu poema
Me usa.
Esteja comigo em meu dilema
Não me abandone
me decepcione
não liga pra mim
sou só um garoto doido
cheio de idéias na cabeça
querendo mudar esse planeta
só me aproveito de tua luz.
Confesso minha falha
quando o erro me seduz
no meu canto
me recolho
e abro meu da minha voz, do meu canto
transporto à tinta
sobre a celulose
o que meu cerebro fervilha
as palavras que ele coze
eles não têm argumentos
não têm motivo
eles não têm nada!
E ainda assim
me conduzes ao recolher
como presa que é caçada
e não me interessa o porquê
se no fim do dia eis minha alma
chorosa, engaiolada
eis-me aqui sob sua luz
e sonho
mas só espero me lembrar
como era saber voar.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

tracadilho safado!


Steve Vai onde adriana Esteves

Steve Vai porque morre uma só vez, já a Alanis Morrisete

Steve toca numa Ibanez, o Mel Gibson!

Steve Vai lavar seus cabelos com shampoo Seda, enquanto Eric Johnson

Steve Vai de navio negreiro, já o Kiko Loureiro

Steve Vai e uva passa

Steve Vai, mas será que o John Travota?

Steve Vai andar de carro, mas o Mick Jagger

terça-feira, 15 de julho de 2008

"braços dados ou não"



O projeto de Lei nº1057/07 Apresentado pelo deputado Henrique Afonso (PT-AM) em 2007, foi batizado de Lei Muwaji em homenagem à Muwaji Suruwaha que deveria ter sacrificado sua filha Iganini que nasceu com paralisia cerebral, pois essa é a tradição de seu povo. Mas ela se posicionou contra esse costume e enfretou anos e anos de tradição para garantir o tratamento para sua filha.

Se a lei Muwaji for aprovada ela assegurará os direitos das crianças indígenas, fazendo com que sejam protegidos com prioridade absoluta, como prevê a Constituição brasileira, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e todos os direitos internacionais de Direitos Humanos dos quais o Brasil é signatário. Mas o projeto tem enfrentado desinteresse e até oposição dos parlamentares.

"ME DESCULPEM MAS DIREITOS HUMANOS, NÃO VALE PRA ÍNDIO! CONSTITUIÇÃO NÃO VALE PRA ÍNDIO!" (Deputado Francisco Praciano, em Audiência Pública sobre infanticídio na Camara dos Deputados, em Junho de 2007)

[Só um comentário pessoal: direitos humanos não valem para os índios? eles são o que, animais?]


Mas enfim. você pode participar, e é muito fácil, é só entrar no site, ir na parte que está escrito "envolva-se" e ler as instruções que se encontram disponíveis em formato Adobe reader, ou Word. lá você terá um esclarecimento melhor sobre tudo, e no final do documento está a parte onde você participa, rs... lá você encontrará os links dos parlamentares que você poderá enviar emails cobrando a aprovação imediata do PL 1057, a lei Muwaji.

Envolva-se, www.hakani.org/pt/


Participe.


ESTÁ NAS SUAS MÃOS!


"[...]SOMOS TODOS IGUAIS
braços dados ou não

[...]

Vem vamos embora,
que esperar não é saber
quem sabe faz a hora
não espera acontecer"

Geraldo Vandré

sábado, 12 de julho de 2008

diálogo

Jorge-Você precisa compor alguma coisa. Já viu a quanto tempo você não compõe nada?

Cerestino-É verdade, já faz um tempo.

Jorge-Sinceramente eu não sei onde você perdeu o foco! Você tá deixando esses concursos consumirem você sabia? Isso não tá certo Cerestino, olha lá hein, você sabe que se você esconder os talentos você perde até o que tem!

Bill-É, além disso você sabe que esta é a sua missão aqui na terra! É o fardo que pesa sobre os seus ombros!

Cerestino-Mas o que eu posso fazer? Esse tipo de coisa não se escolhe quando se quer fazer, tem que dar um estalo. Se eu pudesse controlar seria bom!

Bill-Ah, mas não é tão difícil.

Cerestino-Ah é... e outra coisa, eu sou muito chato nessas coisas!

Jorge-Aí, é isso, você é muito exigente! Relaxa cara, não é você mesmo que gosta de Bob Marley, então, Don't Worry!

[risos]

Cerestino-Talvez você esteja certo mesmo sabe... Mas cara, num adianta. Quando eu paro pra escrever ou compor, é estranho, eu penso muito nas palavras, nos acordes, no ritmo. Gosto de fazer algo que eu olhe depois e pense: "pronto, tá do jeito que eu queria."

Bill-Cara, sente só: Já ouviu aquele teoria de Platão sobre o nosso mundo e o mundo das idéias? -já, responde Cerestino-. Então quando você escreve algo, ou compõe, vc vai no mundo das idéias, contempla as canções, os poemas. E aí você tem de trazer isso pro mundo real. E Platão dizia que pr mais que alguém tente, nunca vai conseguir reproduzir a tal coisa do mundo das idéias de uma forma totalmente certa. Logo por mais que você tente, vc não vai conseguir.

Jorge-Que viajem esse negócio de mundo das idéias hein...

Cerestino-Ah mané, mas eu fico ali até ficar o mais parecido possível!

Bill-Ah Cerestino, para com essa paranóia!

Jorge-É Cerestino, tu sabe que você é bem paranóico!

[risos]

Cerestino-Num sou não!

Bill-Não? Caraca! E aquela vez que você se escondia do Urso da coca-cola quando ele fazia: huuuummmmmm...

[gargalhadas histéricas]

Cerestino-Po cara, eu devia ter uns... 5 anos.

Jorge-9!

Cerestino-será que agente pode voltar pro assunto?!

Jorge-Sério cara, você precisa mesmo voltar a compor, a nossa banda só toca 4 músicas suas!

Cerestino-Uma das quais eu nem gosto.

Jorge-Como assim cara? Como você pode não gostar de algo que você mesmo fez? e po... a música é legal!

Bill-Isso é auto-comiseração. Você precisa se livrar disso cara, desde pequeno você é assim. Não mostrava seus desenhos, não tocava alto o trompete na orquestra, você tem vergonha de ficar sem camisa, de ir pra praia.

Cerestino-Não é auto comiseração não. eu só sou crítico do que eu faço. Todo mundo faz isso, afinal, você tem que avaliar o que faz, certo? E outra coisa, vocês estão a meia-hora falando: você precisa, você precisa, você precisa... parem com isso!

Jorge-hummmmmm chatiadinho!

Cerestino-Pára de me interromper mané! Estou falando sério.

Bill-Então quer dizer que você vai parar de escrever... de compor... é isso?

Cerestino-Não. [...] Talvez esse tempo sirva pra algo afinal, eu tenho que parar de me pressionar. Parar de me preocupar mesmo. Tudo tem um tempo certo de acontecer... e um tempo certo de não acontecer. E nem tenho do que reclamar, está acontecendo. Só que com menos intensidade, digamos assim. E sabe, eu tenho ficado feliz. Uma vez o cara do Los Hermanos disse que pra você gravar um álbum você tem de ter vivido algo. Uma vez eu decidi que mesmo que não fizesse muitas musicas, queria fazer musicas que fossem profundas mesmo, que tivessem essência. E eu nem to falando de palavras difíceis ou acordes complicados. Mas de algo mais. Algo que toque quem a ouça. A música tem um peculiaridade. As artes em geral te tocam, fazem você refletir, rir ou chorar... Mas a música vai lá dentro cara... revira suas tripas todinhas! te transporta...

Jorge-Caraca, vc e o Bill puxaram um forte hein!

Cerestino-Talvez eu tenha que entender melhor... Eu não preciso compor. Eu sei que tenho muito que aprender, porque apesar de não achar que pode controlar e dizer: "não hoje não, vou compor essa musica, ou vou escrever esse poema só semana que vem..." Eu também sei que tudo se aprende, você pega técnicas... como dizia um baixista que eu esqueci o nome: Talento é 1% inspiração e 99% Transpiração. Então eu jogo com o que eu tenho, porque de técnica eu não to nem nos 40%... mas, sei que o futuro será melhor que eu espero, mesmo que seja mais difícil do que eu quero...

Bill-"e até lá, eu espero..." ha ha ha... metido!

sábado, 5 de julho de 2008

o oco do mundo - Gilberto Gil

o oco do mundo pré
para trans e meta pós
o oco do mundo a foz
de um rio sem nascente
como um broto sem semente
um raio de sol sem luz
como infecção sem pus
o oco do mundo a sós

o oco do mundo ainda
na minha periferia
como eco da bahia
saudade do meu sertão
o oco do mundo inteiro
passando pela tangente
ainda na minha frente
como um campo de visão

o oco do mundo vem
se aproximando de mim
primeiro como calor
depois como frenesi
em seguida como odor
e logo como tremor
o oco do mundo vem
se aproximando de mim

o oco do mundo então
já no meu interior
pedaço de pau na mão
fazendo de mim tambor
batendo tirando som
e sangue e suor e horror
o oco do mundo então
encarnação do terror

o oco do mundo sai
vai se por por traz de mim
depos de me haver cruzado
a alma e o corpo presente
depois de engulir-me a mente
e sugar o meu passado
o oco do mundo sai
no futuro projetado

o oco do mundo fora
do alcance da linguagem
o oco do mundo imagem
sem epelho, sem suporte
o oco do mundo a morte
sem corpo, sem substrato
sem noção, sem aparato
como o azar sem a sorte

o oco do mundo em si
despido de qualquer veste
nem cão nem cabra da peste
nem anjo nem mãe de deus
opaco buraco negro
sem casca caroco ou ego
o oco do mundo cego
sozinho em seu próprio céu

o oco do mundo enfim
o oco do mundo além
além do mal e do bem
da verdade nua e crua
alem do saber dos sabios
alem do deus dos snobs
o oco do mundo é o bobs
no cabelo da perua

os pais - Gilberto Gil

Os pais os pais
Estão preocupados demais
Com medo que seus filhos caiam nas mãos dos narco-marginais!
Ou então na mão dos molestadores sexuais
E no entanto ao mesmo tempo são a favor das liberdades atuais!

Por isso não acham nada demais
Na semi-nudez de todos os carnavais
E na beleza estonteante e tão natural
Da moça que expressa no andar provocante
A força ondulante da sua moral
Amor flutuante acima do bem e do mal

Os pais os pais
Estão preocupados demais
Com medo que seus filhos caiam nas mãos dos narco-marginais!
Ou então na mão dos molestadores sexuais
E no entanto ao mesmo tempo são a favor das liberdades atuais!

Por isso não podem fugir do problema
Maior liberdade ou maior repressão
Dilema central dessa tal de civilização
Aqui no Brasil sob o sol de Ipanema
Na tela do cinema transcendental
Mantem-se a moral por um fio
Um fio dental!

pensamento solto # 7

um pensador sem um paradoxo é um medíocre

(Desconhecido)

pensamento solto # 6

A imaginação é mais importante que o conhecimento

(Albert Einstein)

domingo, 29 de junho de 2008

sem assunto

esse poema fiz assim
sem pretensão
sem assunto

sem ritmo
sem rima
sem você..

queria ter você aqui
abraçá-la forte,
para te sentir o coração bater

te fazer um cafuné

ver o brilho nos teus olhos
tão forte, enxergo os meus
e me perder...

não quero me prolongar,
não quero ser prolixo
e mandar o poema pro lixo

me despeço nesse instante
seu poeta da viola
seu samurai, seu plebeu

vou pegar o violão
e cantar minha saudade...
queria ter você aqui

sexta-feira, 13 de junho de 2008

mentores


A capacidade de influenciar
abrir as mentes
instigar aquele rio violento
a se libertar das represas que o impedem
simplicidade que instiga
integridade que confronta
coisas pequenas...
grandes demais pra esquecer

vocês são responsáveis
absolutamente culpados
despertaram o gigante que dormia
deram aquela força
aquele puxão de orelha... rs
sem discurso programado
sem jargões decorados
essência liberada
que me fez sonhar..
e a esperança retornar

e aqui quero depositar nas letras
não meus sentimentos por vocês,
antes, minhas certezas:
na minha história
vocês foram um marco
e o medo não tem mais guarida.
as vezes vem.. não permanece mais
a vida que exala das suas atitudes
me dá coragem e um modelo

em suma, obrigado
muito obrigado
por não desistirem
por esse dom da paciência
essa dadiva do acreditar
obrigado
obrigado..

espero ter sido um bom mensageiro
desse meu coração
que hoje recordou
num misto de tristeza e alegria
dos tempos em que estavamos juntos
brincando e brigando
se desentendendo
e aprendendo.

recordou grato...
nostálgico
feliz
grato..

espero retribuir
e ao olharem pra mim
possam dizer que valeu a pena afinal

é meio clichê mas não me vem nada além de tais palavras:

nunca esquecerei vocês
nenhum dos seus rostos
nenhuma de suas palavras


obrigado

domingo, 25 de maio de 2008

olhos cansados





Acostumado a ver o mundo
ver as pessoas,
as paisagens e as cores
ver a chuva chegar,
e esperar pela bonança
e tomar cuidado
para não pisar na lama.

Descobri que podia escrever
me disseram que poderia ser um poeta
viram em mim o tal potencial
instigaram o adormecido gigante
de idéias e lirismos
acordes e melodias.

cometeram porém, o velho erro
de não medir nem ponderar o que se fala
não esperavam que tão ínfima semente
em solo tão improvável
desse uma árvore dessas
e viesse um dia fugir do seu controle.

Sinto medo dos machados e moto-serras
constantemente ouço seus roncos
em fúria a me ameaçar
cada vez que me esgueiro
e insisto em abrir os meus galhos
procurando a luz...
mais luz...

Uma represa quase a estourar
ainda não achei o botão
o que serve para destravar
tudo que aqui dentro pressiona
e em conta-gotas vem a tona.

Acho que preciso me consultar
o que há comigo afinal?
um poeta sem motivos
ou ispiração e que mal
entende o que lhe cause esse desgaste.

um idealista falando o previsível,
argumentando o nada... e perdendo.
quem daria crédito a minha pregação?

Visitei a Doutora.
Nada ela precisou falar.
Seus olhos disseram tudo
tudo o que antes não fora por ninguém diagnosticado
estava ali

esse tempo todo
eu via o mundo
pores do sol tão belos,
no horizonte a me presentear.
os pássaros e as nuvens,
as pessoas que passavam,
que ficavam, que mentiam
ou pouca coisa falavam.
Sempre via o mundo
Nunca parei para lê-lo.

Um poeta não é aquele que melhor escreve o que le;
é o que melhor leu aquilo que está escrevendo.

Estou aprendendo a ler...
e achei melhor me ler primeiro...

obrigado Doutora.
estes olhos cansados
hoje lhe agradecem.

a poesia achada
na singeleza do seu olhar,
os meus rejuvenesce.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

real


lembram da cena do filme matrix em que Neo tem um diálogo com Morpheu sobre oq é real e oq não é? lembremos então, tenho uma consideração sobre essa cena:

- Isso não é real... não pode ser!

-Real? O que é real? Se você define real como aquilo que vc pode ver, tocar, cheirar, ouvir, provar... então real são só sinais elétricos enviados para o seu cérebro, e sinais elétricos podem ser gerados por um computador.

bom, é aí que eu quero falar. Temos que admitir que por mais que sejamos fãs da filosofia matrix (como eu, rs) e entendamos bem as palavras de Morpheu, não tem pra onde fugir, nosso senso de real passa por esses filtros, oq sentimos, aquilo que nossos sentidos podem absorver. E não adianta desmentir, se eu disse que ao seu lado está o John Lennon, você vai olhar (como muitos estão fazendo) , não verá nada e não vai acreditar, mesmo que voce diga: sim, acredito, lá dentro seu cérebro vai entrar em parafuso, ele está gritando: claro que não, você está louco? o John Lennon não está aí!!! isso não é real.

e Deus?

muitos de nós entra em conflito ao pensar em Deus, porque não o vemos, nunca tocamos nele, sentimos o seu cheiro, nem mesmo o ouvimos. e qual é a conclusão natural que o nosso cérebro chega? - Deus não é real.

ou as vezes: é... ele é real sim...

mas na verdade, ele não interfere na nossa vida, atitudes escolhas... nada... pq agente na verdade não acredita que Ele é real, só aceita... afinal todo mundo diz que sim né?

mas pense de novo no que disse Morpheu:

"Se você define real como aquilo que vc pode ver, tocar, cheirar, ouvir, provar... então real são só sinais elétricos enviados para o seu cérebro, e sinais elétricos podem ser gerados por um computador."

... Deus é muito mais real do que tudo que está a nossa volta...

pense a respeito.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

"mini manifesto"




nada nesse mundo acontece por acaso.
o motivo de eu estar aqui não se resume a gastar minhas células, neuronios... comendo, dormindo, trabalhando...
passando pela vida até chegar o dia de partir.
a vida não é um filme, muito menos um clichê, não existem roteiros pré-escritos.
ninguém vai te dar as dicas, o melhor ângulo nem mesmo terás a chance de repetir a cena.
então vivo a vida, com o objetivo de outras vidas mudar, o máximo que conseguir, pois descobri, o grande segredo de viver plenamente, é plenamente se entregar em favor do outro... estou vivendo em plenitude então? confesso que não,
mas esquecendo-me das coisas que para trás ficam,
prossigo para o alvo, pra alcançar o prêmio...
dessa soerana vocação em que me encontro...
que começou a 19 anos atrás.
e terminará quando tiver que terminar.

[a terminar]

domingo, 13 de abril de 2008

sábado, 29 de março de 2008

Ressonância

é o fenomeno físico no qual, um corpo, ao vibrar produz uma onda sonora, fazendo outro corpo, ligado a dele, vibrar até que eles estejam vibrando na mesma frequência

é isso que ocorre com o violão, porque na verdade, oq nós ouvimos é a madeira do violão vibrar e não exatamente as cordas. as cordas vibram até o corpo do violão vibre na mesma frequência

aí...

é isso

quero ser um intrumento com vc

para que nós, com o tempo

estejamos vibrando na mesma frequência

e façamos os outros ouvirem nossa musica
pra sempre...

sábado, 15 de março de 2008

pensamento solto # 5

já percebeu que sempre (ou na maioria das vezes) que nos olhamos em uma foto ou num vídeo qualquer, nós sempre nos achamos mais feios, se não, bem diferentes...

é porque na realidade nossa auto imagem é equivocada. E quando somos confrontados com o nosso eu real... não nos aceitamos.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Ode

foi assim
num dia qualquer
trocando acordes com a solidão
pensando em você

dentro de mim
sonho com o dia que vou te encontrar
novos acordes quero te mostrar
quero cantar pra você

mas,


não queria nada que fosse forçado
ou que saísse da boca pra fora
muito menos algo exagerado
que raramente é profundo
e com frequência se ignora

sim, é diferente de tudo que eu fiz
é um desafio que eu quero aceitar
falar de amor dessa escolha que eu fiz
sem precisar,
ao romantismo, apelar


em dias assim
me lembro bem de cada abraço seu
daquela noite fria que passei
tão perto, tão longe de você

não foi de todo ruim
aquelas vezes que não te entendi
e não entendo ainda muito bem
as entrelinhas do seu vento a soprar

mas eu sei que


talvez você entenda agora ou mais tarde
nessa canção, talvez sim, talvez não
que o meu amor expressado em arte
passa pelo filtro tenaz da razão

e assim, com romantismo ou com certa frieza
sei que essa chama estará sempre acesa
o amor vai lapidar as preciosidades
de nossos corações

tenho certeza...

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Todas as Coisas

Verde mar diante dos meus olhos
movimento sistemático
mesmo que aletório... parece ensaiado
como ondas se movem esses dosséis

Cativa meus ohos
a tão indescritível beleza dessa dança
em que cada folha se entrega
ao compasso que pelo vento é ditado

Majestoso espetáculo
prazeroso aos olhos descobertos
pura beleza e simplicidade
só aos olhos não acostumados

aí passa...

Bananeiras, amendoeiras
todas as formas e tamanhos
frondoroso e vivo verde...
esquelético e morinbundo cinza...

Cada uma tem sua beleza
tem a peculiaridade
que a torna singular
linda...

No misto de tonalidades
diversidade de vida
me trouxe esperança
nesse estranho fim de tarde

onde, na terra do medo, me encontrei
desnecessariamente ansioso,
com o temor de que leve tristeza da saudade
se concretizasse na dor do indesejado

de ser chamado de perturbador
pesado, irrelevante e excedente
o que com tanto cuidado
foi esperançosamente cultivado

Naquela tarde aquilo acabou
pois entendi, ao comtemplar as amigas árvores
que, da delicada rosa no canteiro,
à mais pesada sequóia...

o vento move todas as coisas.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

sorrir

você é assim
eu sou assado
seu humor é fino
o meu é escrachado

seu trajar é requintado
sua postura, no modelo real
quem me vê, protótipo do relaxado,
camponês no período feudal

as minhas piadas e brincadeiras
pra muitos se fazem engraçadas
pra você, só um monte de asneiras
e se não... se disfarçam as risadas

mas vale a pena
dentro em mil que em vão eu produzir
se uma dessas bobas brincadeiras
te fazem, em um momento sorrir

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Saudades de escrever

tudo tem um tempo para ocorrer
e não há nada contra que se possa fazer
feliz é quem sabe discernir tempo de tempo
e não acaba a vida, em infortúito lamento

um velho novo tempo agora me é proposto
longe das letras devo por agora ser posto
me concentrar em outras coisas, e por um tempo não aparecer...
e me contentar nesse por enquanto, ter só saudades de escrever....

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Quando Fevereiro Chegar

Tenho algo pra te falar
É sobre Fevereiro
Pena que o tempo custa tanto a levar
as chuvas e os ventos fortes de Janeiro

Tenho algo pra lhe presentear
uns poemas complicados que já me fizeram fã
melodiados aqui e na beira do mar
me fazem ter saudades do amanhã

Quando fevereiro chegar
melodia e letra vão se encontrar
Como rio que desagua no mar
Poesia que eu posso tocar

Quando fevereiro nascer
E seu sorriso me fazer entender
Valeu a pena esperar pra dizer:
Poesia que eu quero viver...

Quando fevereiro chegar...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Coração de professor

olhar, e algo mais enxergar...
investir quando, por todos rejeitados
acreditar, quando por todos relevado
e o que a ninguém nunca foi mostrado...
fazer revelado!
amar, cuidar, persirtir, não deixar desistir.
sempre estar em segundo plano
e fazer genial o insano,
não ser falado, isso quando citado
mas no coração de todos fincado...

é triste ver como nesse mundo cão
crimes são reprimidos e criticados
porém um tão maior e mais terrível
não ocupa as manchetes dos jornais
o genocídio que nas escolas é praticado
onde milhares a cada segundo
são trucidados, massacrados
e por fim enterrados, bem fundo...
não, ao falar dessa morte
não me refiro a falência das funções vitais
falo de uma morte interior...
gênios da física, filosofia, medicina e literatura
são mortos por seus professores,
e que constante penúria
são sufocados, comprimidos, mortos
por falsos mestres sem compreenão nem amor
resgatemos nós, professores
com diploma ou não
os genios incrustrados, por quem não tem


um coração de professor...


que tem o seu valor, motivação
num cheque que recebe no fim do mês
que faz da sala de aula seu depósito de suas amarguras...
onde nada se aprende, compreende
pura escasses
onde o rancor se mascára como rigidez

Não é fácil, certamente
ter tal coração
paciencia e motivação
mas não há recompensa que se iguale
a saber que na vida de uma pessoa
sua vida foi influência
isso trás um certo sentido,
não só profissional ou vocacional
mas de certa forma existencial...
saber que sua vida não serviu, afinal
simplismente pra satizfazer seu umbigo
mas serviu pra que uma vida progredisse
melhorasse...
serviu!

penso que esse tal coração de professor,
na verdade é na sua essência
primariamente doador
e independente do que for
tem prazer na vida do outro
de fazê-lo crescer e florescer
ainda que os seus espinhos lhe causem dor

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

te ver, diamante

pensando nessa vida
entendi que tudo leva tempo,
e isso se mostra constante...

da semente que fruta se torna
do carvão que, para preciosidade, só precisa de uma pressão
um processo que se mostra difícil, porém interessante...

edificante...

precioso...

nessa tão longa aventura
a pressa só faz atrapalhar
e transforma o gozo de uma vida de descobertas,
em tormento incessante...

e eu só quero ter a honra,
de essa tal vida com você passar,
e ao final te ver, diamante

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

pensamento solto # 3

a razão der todas as nossas lutas, dificulades... incomodantes ansiadades... é porque esse é o jeito... único jeito, das pérolas e pedras preciosas serem em nós formadas, cabe a nós então decidir: sermos diamante ou carvão... pérola ou um fútil, desinteressante... inútil areia... grão.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Sem Título

Tive um pensamento solto,
pensei logo em escrevê-lo...
coisa curta, uma frase e pronto
porém hesitei em fazê-lo

Não seria preguissa
em tão pouca coisa me conter?
e o que pode até ser grandioso
ter o risco de miserável parecer?

Não condeno quem o faz
ser lacônico é bem legal
mas hoje quero ser intenso
saia bem ou saia mal...

E para não ter o risco
de tudo que quero, parcialmente fluir,
peço vossa permissão
para em prosa prosseguir...

Na verdade, meu real interesse não é lhe passar meus pensamentos e só... mas sim, fazer você pensar. Já parou pra pensar no mundo em que vivemos, e em quanto as coisas estão um tano sem graça? Sem criatividade... nada de novo... o que temos de mais próximo a isso, é uma boa cópia do que um dia foi bom! Salvo raras... raríssimas exeções, é tudo mera repetição, e me vejo então fadado a concordar com um sábio que certa vez disse: "Não há nada de novo debaixo do sol."
É por isso que eu gosto tanto de História, lá é possível ver autenticidade... seja no pequeno Wolfgang Amadeus Mozart, que desde tão novo, compunha impensáveis sinfonias, inexistentes arranjos, desconcertantes... ou aquele Austríaco louco que um dia ousou dizer: "tudo é relativo" e confrontar séculos de irrevogáveis doutrinas, incontestáveis leis newtonianas... e aquele tal que conseguiu alcançar a perfeição, em meio ao manipulador e ingrato mundo do cinema... sendo tido como o maior gênio da setima arte, Charles Chaplin, que dedicou e mostrou sua genialidade na tão preciosa porém desprezada arte da comédia... entre tantos outros.
Para alguns isso é revigorante, inspirador ver como essas pessoas fizearm a História que hoje nós estudamos... pra outros porém é desesperador, frustante ver que nós não estamos fazendo nada... já somos velhos e não temos tanto tempo mais para fazer algo que realmente marque a História... afinal, não tenho mais tempo... e se jovens, nada temos pra fazer a tal História, nenhum talento, dom ou algo assim... porém há uma boa notícia para você: o homem responsável (entre outras coisas) pela maior revolução da História que o nosso globo terrestre já conheceu, o único dentre os grandes que mesmo depois de mais de dois milênios tem seus seguidores, legiões que só crescem. Ele só precisou de três anos e meio para cumprir sua missão, e não era rico... formoso... não tinha um dom artístico latente... era filho do carpinteiro Zé... um homem simples, sem título...
Você já tem o necessário para marcar a História: você está vivo... você está na história!

Faça!
entenda e viva sua tão bela liberdade!!!
você não é um condicionado papagaio, crie!

O que todos os grandes gênios tem em comum? Originalidade!
Seja Genial! Meus flhos... netos, podem ler seu nome nos seus livros de História!

- mas como fazer isso? como ser um marco na História? como mudar o mundo?
- mude você! Marque a sua História! a História é feita de vida, a vida concernente ao que anuncia, luta, canta... etc. e se forem só mascaras.. logo cairão, e grande será a ruína...

... se você ainda estiver lendo
esse emaranhado de idéias costuradas
admiro sua paciência
virtude de pessoas iluminadas

Com tais pensamentos
não quero ganhar um prêmio ou sei lá o quê
mas, grande prêmio já foi
se isso conseguiu tocar você

Porém...
vale lembrar:
pra mudar o mundo
é preciso a si mudar

Tal obra...
fácil certamente não é
então pra terminar te indico o especialista:
o carpinteiro de Nazaré...

Licença Creative Commons
A obra Sem Título de Igor Moreira Celestino foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

sábado, 12 de janeiro de 2008

pensamento solto # 2

Nossas necessidades não devem ser nossas prioridades...
Mas as nossas prioridades irão suprir nossas necessidades

- Igor e Jefferson

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Acorde

Parando para refletir sobre o sentido
De numa caixa de madeira a sete palmos não estar inserido
Cogito a possibilidade de existir uma razão
Da vida ser maior, ter um motivo, não ser uma grande ilusão...

Parando pra tentar entender essa vida louca demais
pensava que já tinha tudo, mas nada me satisfaz
entre uma vida de prazeres que te leva, muito cedo pra um emocionado funeral
prefiro ser o idiota e fugir do que me dizem que é muito normal

Quem nunca se perguntou
de onde venho, pra onde vou?
E afinal de contas o que é que eu estou fazendo aqui?

E quem nunca se acomodou
quando as respostas não encontrou?
Mas não deixe essa frustração te fazer parar de viver...

e as respostas encontrar!

Pare de sonhar, realize
Pare de sobreviver à base de ideologias e viva
Pare de tentar atingir inalcançáveis padrões
Aparências não enganam quem enxerga tão somente os corações

Pare de sonhar, realize então
Pare de se enganar, tome a decisão
A vida é muito mais que uma noite de alucinação
Se você quer realizar os seus sonhos, eis a primeira lição:

Acorde!

pensamento solto # 1

a vida não é um filme, muito menos um clichê...

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

amigo

coisa pra se guardar
pra se ter, cativar
imprevisível, imprescindível
seremos amados, iremos cuidar

qual sua importância?
a que se compara seu valor?
se persiste vista a discrepância,
me faz confiar, saber que em teu ombro minha cabeça posso por...


que grande feito é,
verdadeiro amigo achar
sorte grande que é,
é casa de frente pro mar.

e que grande angústia é
quando no mesmo coração
circula sangue a sofrer
na ausência da tua mão.

afinal, se verdadeiros, nos cativam
laços se criam e por quase nada se desfazem
e na penúria da mais aguda discordância
concorda no final, muita bobagem.

mas é delicada...
por muito deve ser cuidada
se valer, conservada
com vivência, risos e choros... em tudo lapidada

Se por eternidades poderia escrever
infinitos anos não seriam suficientes
para expressar tamanha preciosidade

A arte rica e ingrata
ferível e deveras inata
de se manter verdadeira a amizade

com um simples convite,
pra passear ou jogar futebol
fará refletir e te viver melhor a vida
te ensinando a ver o por-do-sol

podemos perder...
podemos deixar passar...
podemos desaperceber...
podemos não cuidar.

só queria abraçar meus amigos,
todos eles uma vez mais
rir com eles
lhes enchugar as lágrimas, mas...

que fiquem registrados aqui
tudo que diria, se com vocês estivesse
nossa amizade é genuína
o tempo não enferruja... não apaga...

não apodrece!